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RESULTADO - SORTEIO: NOITE SOBRE AS ÁGUAS



Oi!

Obrigada a todos que participaram do Sorteio do livro "Noite sobre as águas". Temos uma vencedora! :D




Parabéns, IVANILDE DE SÁ OLIVEIRA!!

Um e-mail foi enviado a ela. A vencedora possui 48 horas para responder o e-mail sob pena de perder a colocação. Caso isso aconteça um novo vencedor será sorteado. :)

Obrigada novamente pela participação de todos.
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Resenha: Noite Sobre as Águas – Ken Follett




Setembro, 1939. Poucos dias após o Reino Unido declarar guerra à Alemanha, um enorme hidroavião está prestes a partir da costa sul da Inglaterra. A aeronave mais luxuosa do mundo tem como destino Nova York, no que deve ser o último voo civil a sair da Europa antes do conflito. A bordo dela encontram-se tanto a nata da sociedade quanto a escória da humanidade. Contudo, não é apenas a guerra que motiva os passageiros a deixar o continente: eles também querem se distanciar do próprio passado. Confinados por trinta horas em meio a todo o conforto, porém numa época em que voar ainda é um empreendimento arriscado, eles veem a travessia do Atlântico se tornar uma viagem de crescente angústia, com perigos inesperados que os conduzem a uma tempestade de violência, intriga e traição. Em Noite sobre as águas, Ken Follett exibe mais uma vez sua escrita magistral ao narrar as histórias dos mais diferentes personagens e fazê-las colidir neste emocionante voo cinco estrelas...

Faz já algum tempo que tinha vontade de ler algo do Follett, afinal amigos e blogueiros que acompanho e que já haviam lido algum livro dele só tecem elogios. Até tenho outros livros dele, mas até pouco tempo não tinha ainda matado essa vontade. E agora estou muito feliz por tê-la matado!

Noite sobre as águas é um drama muito bem escrito com personagens maravilhosos. A história se passa a bordo do luxuoso Boeing B-314, o Clipper, um hidroavião transatlântico que existiu realmente, mas todos os passageiros e tripulantes são fictícios, conforme nos avisa previamente o autor.

Esse avião fazia uma rota entre o a Europa e os EUA e suas atividades foram suspensas quando Hitler invadiu a Polônia, em plena 2ª Guerra Mundial, que serve de plano de fundo para os acontecimentos da história em questão. No momento em que a história se inicia o Reino Unido declarou guerra à Alemanha alguns dias atrás e se trata de uma derradeira e fictícia viagem do Clipper.

Eu já tinha certa noção, de tanto ler e ouvir sobre, de como o Follett consegue criar personagens maravilhosos e incorporá-los de uma forma que eles e a história em si parecem reais e como fiquei entusiasmada com o quão certo estão todos os que me informaram isso. Nossa, todos os personagens tinham razão em existir, mesmo que no momento em que eles apareciam não parecesse, no final tudo se encaixou direitinho.

A trama se passar dentro de um avião e com espaço delimitadíssimo, mas aos poucos vamos vendo que isso não foi problema para o desenvolvimento do drama. Os personagens estão fugindo, seja da guerra, de problemas, ou em busca de nova vida, e estão assustados com o que os esperam do outro lado do Atlântico e, principalmente, com a travessia em si.

São muitos personagens na história, mas a trama se foca em um pouco mais de 15 personagens e podemos conhecê-los melhor. Cada um tem seus motivos para terem entrado no avião e apesar de num primeiro momento perecer que seus problemas não possuem nenhuma relação, depois percebemos que tudo faz parte de um problema maior e que várias das histórias possuem elementos em comum.

Adorei como ele faz com que todos tenham seus pontos fortes e fracos, não existe um vilão propriamente dito, nem mocinhos inocentes, cada um e todos têm seus pontos fracos e fortes. Achei isso fenomenal, é tão bom sair daqueles estereótipos do bem x mal.

De todos os personagens teve aqueles que se destacaram mais para mim e que me fizeram torcer por eles, mas teve momentos em que acabava querendo mudar de lado, de tão envolvida que estava e em como estava me deixando envolver pelos acontecimentos, rsrsrsrs.

Recomendo muito para quem gosta de histórias bem desenvolvidas e que prendam o leitor ao drama em desenvolvimento. O único ponto fraco que considerei foi porque não parecia que a história estava se passando na Segunda Guerra, esse ponto ficou esquecido.

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Lançamento: Perfumes de Paris - Sayonara Salvioli


Ela não vive à sombra dos homens

Obra da carioca Sayonara Salvioli, membro de academias de letras no Brasil e na França, revive a Belle Époque de Paris. 

Em tempos em que se questiona o papel e o comportamento da mulher na sociedade, a Primavera Editorial brinda todas elas com o lançamento da Coleção Amores Proibidos.

O livro de estreia, Perfumes de Paris, apresenta a romântica e moderna Charlotte, que vive uma intensa paixão com o pintor Pierre na Belle Époque parisiense de 1894. De personalidade própria, a protagonista aprecia a liberdade de viver e rompe as amarras de seu tempo, não vivendo à sombra de homens.
   

Como cenário dessa forte paixão, o luxo e a sedução no auge do período intelectual e artístico de Paris. A beleza da obra, além da envolvente narrativa, permite ao leitor viajar por diferentes locais da cidade luz, como a Ponte Neuf, o Quai des Tuileries, a catedral de Notre-Dame e os Jardins de Luxemburgo. Outros lugares marcantes são o bairro boêmio de Montmartre, onde fica o glorioso Moulin Rouge, além de Grasse, a capital mundial do perfume, e os campos de lavanda de Provença.
   
É fora dos círculos de glamour que Charlotte conheceria o amor. Ao descer as escadas do Grande Teatro da Ópera de Paris, nem a arte, nem a beleza poderiam retratar o que aconteceria: 

"Estou com o coração saltitante e aquela sensação que antecede os grandes eventos da vida. Meio que sem entender a euforia do pós-baile, desço as escadas – de braços dados com o aristocrático Armand de Chermont -, quando, numa alucinação real, olho para baixo e avisto um quadro de autêntica pintura realista... Vejo um homem de semblante iluminado: olhos azuis ofuscantes e um sorriso maior que a noite! Ele é alto, forte, de cabelos lisos e um tanto compridos, sem corte, e ares meio largados. Usa uma boina marrom, veste uma capa renascentista e tem um cavalete com uma tela diante de si, pintando com liberdade em frente à Ópera de Paris (p.55)."

Mas a sofisticada e herdeira da Chermont Parfumerie, Charlotte, mal sabia que um antigo segredo poderia colocar em risco viver essa paixão.  Nesta trama, que mistura surpresa, encanto, medo, ameaça, sensualidade e êxtase, o leitor irá se fascinar com o desfecho deste romance. 
   
O tema do amor, como um sentimento livre, mais forte do que qualquer sociedade e suas convenções, também estará nos próximos livros da coleçãoAmores Proibidos.

Sobre a autora

Sayonara Salviolli é romancista, dramaturga, biógrafa, contista e cronista. Suas crônicas são estudadas na Miami University (Oxford – OH, USA) desde 2012. Como romancista, em 2015 lançou em Portugal obra também passada no século XIX. É membro de academias de Letras no Brasil e na França.

E aí, pessoal? Gostaram do lançamento?! :D
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Resenha: As Letras dos Beatles – Hunter Davies




A primeira coletânea de manuscritos de letras dos Beatles já publicada! Pela primeira vez, as versões originais das letras de músicas essenciais dos Beatles são agrupadas em livro após exaustiva pesquisa. Além disso, As letras dos Beatles traz várias delas que nunca haviam sido publicadas. Esses documentos hoje pertencem a colecionadores e a amigos dos Beatles, muitos deles sob a custódia de museus e universidades mundo afora. Hunter Davies conviveu com os Beatles no apogeu da banda e escreveu sua primeira e única biografia autorizada. Desde então, pesquisou e encontrou mais de cem letras de suas músicas, escritas à mão, que são reproduzidas aqui. Os Beatles compunham a qualquer hora, em qualquer lugar- as músicas podiam começar no verso de um envelope, num guardanapo ou num papel de carta de hotel. Esses escritos, entre eles vários rascunhos e versões revisadas, propiciam uma visão única e íntima do marcante processo criativo dos maiores compositores de música popular de todos os tempos- o que eles pensavam, como mudavam de ideia e de que maneira realizavam letras de músicas hoje conhecidas em todo o mundo. Cada música é considerada aqui em seu contexto- o que os Beatles estavam fazendo naquele momento, como compuseram e gravaram a faixa, como a primeira versão difere da finalmente gravada. Quase todas as canções dos Beatles têm uma grande história por trás delas, de Yesterday e Eleanor Rigby a Yellow Submarine. Embarque nesta viagem aos bastidores destas obras-primas do pop.


Enquanto pensava em escrever a resenha em questão me peguei pensando nos meus preconceitos literários, já que existem alguns estilos literários que risquei da minha vida e um deles, o biográfico, andou me surpreendendo nas últimas semanas. Por conta de uma má experiência há quase 15 anos havia decidido que biografias não são boas leituras para mim, mas estou vendo se mudo isso e esse é o segundo livro com teor biográfico que leio esse ano. \o/

Esse livro escrito por Hunter Davies, que é autor de mais de 40 livros, desde romances até histórias infantis, sobre viagens, história social e esportes. Também já escreveu diversas biografias, dentre elas a única biografia autorizada dos Beatles. Ele também editou As Cartas de John Lennon que também foi publicado aqui pela Editora Planeta.

Assim percebemos que ele é mais do que capaz de trazer mais conteúdo sobre os Beatles com bastante propriedade.

Em As Letras dos Beatles é uma magnífica coletânea de manuscritos das letras dos Beatles, mas cada uma é emoldurada pelo momento em que ocorreu a criação, incluindo os significados das mesmas para eles. Aqui se encontram todas as letras que ele conseguiu que fazem parte de 14 álbuns.

O livro conta com uma introdução que abrange 26 páginas onde o autor expõe de forma bastante dinâmica suas próprias motivações para a escrita desse livro, mostrando quão importante os Beatles são para a história da música. Na introdução ele fala do desafio que é tentar analisar algo como uma letra de música que nem sempre tem significado real para quem a escreve e que muitas vezes mais serve para ajustar-se a melodia. Também escreve sobre o fato de que ao analisá-las tentam intelectualizar demais as letras e acabam chegando a lugar nenhum.

Achei bastante interessante como ele escreve sobre as dificuldades em encontrar muitos dos manuscritos que fazem parte desse apanhado. Desde 1960 quando ele começou a coleciona-los, os conseguia depois dos Beatles terem gravado a música em estúdio e dispensarem o papel, que iria para o lixo. Em 1981 ele possuía nove letras que já eram bastante valiosas. Para que as letras que possui não possam ser vendidas, ele as emprestou de forma permanente para o Museu Britânico, com uma cláusula de que após sua morte elas passam a fazer parte do acervo do museu. Sua maior vontade é que as letras fiquem juntas no solo do Reino Unido para serem vistos e estudados por todos.

As demais letras ele adquiriu fazendo uma extensa pesquisa e mantendo a maioria dos nomes dos donos em segredo, pois pela raridade e desejo são bastante visadas.

Na introdução encontra-se também uma pequena biografia de Paul, John e George, que me foi bastante interessante de ler, afinal como não sou muito fã da banda, não sabia nem um quinto do que foi informado.

O primeiro capítulo trata dos primeiros singles e primeiro LP, onde teve as maiores dificuldades em encontrar material escrito, afinal eles não tinham muito cuidado com o local onde escreviam as letras e não se preocupavam em guarda-los. Nesse capítulo fala de como eles começaram sua carreira, como foi a aceitação dos singles nos no Reino Unido e nos EUA. E como até hoje chama a atenção a falta, em suas letras, de qualquer conteúdo sexual. Depois ele fala individualmente de cada single e das faixas que compõe o primeiro LP, Please Please Me.

O próximo capítulo traz o segundo álbum, Whit the Beatles, além de mais um single. Da mesma forma do capítulo anterior, é mostrado o momento em que eles viviam, o começo da ascensão nas paradas de sucesso, os romances e, se existiam, os significados por trás de cada letra.

Os demais álbuns que compõe a obra e encabeçam cada capítulo são: A Hard Day’s Night, Beatles for Sale, Help!, Rubber Soul, Revolver, Strawberry Fields Forever, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Magical Mystery Tour, The Beatles (o Álbum branco), Yellow Submarine, Let It Be e Abbey Road.

No final do livro encontra-se a discografia dos Beatles, com o nome e ano de cada álbum, com suas respectivas faixas, e singles. Além das letras compostas por eles, mas que foram gravadas somente por outros artistas. Ele também acrescentou no final a bibliografia, o que poderá ajudar o aprofundamento em outros temas e obras utilizados por ele. E finaliza com seus agradecimentos.

O livro possui, para minha alegria que sou fascinada por eles, um índice maravilhoso.

Em diversos momentos a narrativa é pontuada por imagens que Davies encontrou em suas pesquisas e que deixam tudo mais rico e interessante. A escrita dele é bastante fluida, o que me ajudou bastante. Com relação a edição, a Planeta caprichou porque as folhas são mais grossas que o normal, só que são brancas.

Por fim, recomendo bastante aos amantes dos Beatles, de biografias e de música! Ele não recebeu 5 estrelinhas a toa!


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Resenha: A Garota Perfeita - Mary Kubica



Mia, uma professora de arte de 25 anos, é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida. Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso. Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. Conseguirá ela recobrar a memória e denunciar o verdadeiro vilão desta história?

"A Garota Perfeita" foi escrito por Mary Kubica e publicado no Brasil em 2016 pela Editora Planeta de Livros Brasil. A obra possui 336 páginas e ótima diagramação. Em minha opinião, a capa é visualmente muito agradável.

Durante a narrativa conhecemos Mia, uma professora de arte de 25 anos que é filha do proeminente juiz James Dennett de Chicago. Quando ela resolve passar a noite com o desconhecido Colin Thatcher, após levar mais um bolo do seu namorado, uma sucessão de fatos transformam completamente sua vida. 

Colin, o homem que conhece num bar, a sequestra e a confina numa isolada cabana, em meio a uma gelada fazenda em Minnesota. Mas, curiosamente, não manda nenhum pedido de resgate à familia da garota. 

O obstinado detetive Gabe Hoffman é convocado para tocar as investigações sobre o paradeiro de Mia. Encontrá-la vira a sua obsessão e ele não mede esforços para isso. Quando a encontra, porém, a professora está em choque e não consegue se lembrar de nada, nem como foi parar no seu gélido cativeiro, nem porque foi sequestrada ou mesmo quem foi o mandante. 

"A Garota Perfeita" trata-se de um livro do gênero thriller psicológico. Eu adoro livros desse gênero e ouso dizer que é um dos meus favoritos. 

Após terminar a leitura, pude constatar que a escrita de Mary Kubica tem tudo aquilo que eu considero essencial nessa categoria classificatória.

A trama é bem detalhada e interligada, prendendo o leitor do início ao fim. As questões levantadas pelo leitor durante a leitura são respondidas, sendo assim, não restam pontas soltas. 

Devo ressaltar que, para mim, o final desse livro foi IN-CRÍ-VEL! Não consigo nem descrever o que senti e fiquei surpresa com a mente da escritora.

Apesar dos acontecimentos que permeiam essa obra serem um tanto quanto fantasiosos, "A Garota Perfeita" foi uma ótima leitura e eu a recomendo de olhos fechados! Se você é fã de thriller psicológicos, vale a pena dar uma chance a essa leitura.

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Resenha: eu te odeio! - Corey Taylor


Mascarado, Corey Taylor arrasta multidões cantando músicas aterrorizantes com o Slipknot. Ele tem muito mais a dizer e não será nada delicado! Eu te odeio! é uma crítica direta, sem meias palavras, ao mundo moderno e a tudo aquilo que consideramos comum. Responsável pela condução de uma banda onde os integrantes vestem máscaras típicas de um filme de terror, Taylor faz uma avaliação devastadora, e ao mesmo tempo engraçada, sobre a sociedade atual, alfinetando os padrões de comportamento humano a partir de histórias reais vivenciadas por ele. Trabalho, escolas, educação dos filhos, a preocupação com o planeta, programas de televisão, bebida, drogas, reuniões de famílias e outras práticas do cotidiano são ridicularizadas pelo vocalista. Não se engane: o autor deste livro não é o Corey Taylor sem máscara, normalmente educado. Também não é o profissional que se preocupa com os fãs e os atende educadamente. Este é o nº 8! É aquele mascarado que canta músicas infernais no Slipknot. E ele está sem limites! Engraçado, profano, blasfemo e, acima de tudo, verdadeiro, Eu te odeio! é a pior versão de Corey Taylor e expõe o que há de mais insano e ridículo na sociedade moderna. 

Quem gosta de um rock mais pesado conhece quem é Corey Taylor, pelo menos aquele ser que ele se transforma para cantar no Slipknot. Eu não sou muito fã de músicas assim, mas não posso negar que algumas faixas deles fazem parte da minha playlist.

Quando vi os lançamentos da Planeta fiquei super curiosa sobre esse livro, pois já havia ouvido falar sobre a forma como ele escreve e me parecia ser algo que eu apreciaria. E realmente não me enganei. Aqui ele usa a sinceridade de uma forma tão aguçada que chega a ser engraçada.

Não tenho o costume de ler não ficção, principalmente algo que tenha um teor, nesse caso bem leve, biográfico, mas não resisti ao que ele queria contar nesse livro. Em especial depois de ler na capa o seguinte: “Porque a moda, os reality shows, a família, a escola, os shopping centers e até a música são grande babaquices”. Senti que devia conhecer as opiniões dele e posso afirmar que o tempo que passei lendo esse livro foi fantástico.

A forma como ele expõe os motivos que o fazem odiar tais coisas me pareceu tão acertada que em diversos momentos me peguei concordando totalmente com ele em como estamos rodeados de baboseiras e que a cada dia surgem mais e mais.

Ele mostra em todo o livro que está aqui para expor suas opiniões e dane-se quem achar isso ruim, não interessa a ele! Por conta disso ele não sente necessidade de agradar a quem seja e mesmo em assuntos que possam ser mais espinhosos ele consegue se expressar tão bem que mesmo parecendo exagerado ou meio maluco, não consegui deixar de compreender suas reações.

Enquanto ele fala sobre alguns assuntos que ele odeia, pude perceber que ele também mostra bastante o que há de pior na sociedade como um todo e que a maioria prefere se fazer de cega e fingir que tudo está bem.

O livro é dividido em 11 capítulos onde em cada um ele foca um assunto em específico, a linguagem, mesmo bem ácida, é fluida e consegui me divertir bastante lendo. E antes de cada capítulo existe uma imagem que ilustra o capítulo e são ótimas!

Ele conta passagens de sua vida para exemplificar o assunto abordado e isso faz com que as pessoas acabem se aproximando mais do que é narrado no livro. Ele realmente consegue fazer com que pensemos fora da caixinha e eu sinto que precisamos cada vez mais de algo assim.

Acho que mais me identifiquei como ele abordou o assunto música. Ele fala sobre o uso excessivo do auto-tune, fala sobre bandas roubarem descaradamente (e algumas vezes nem tão escondido) ritmos e letras de outras bandas, e por ai vai. E quando ele afirma que a única coisa boa dessas músicas atuais é terem feito com que ele buscasse no passado músicas boas e como as encontrou. Como me identifiquei aqui, minhas bandas e músicas preferidas são de antes que eu pensasse em nascer ou de quando ainda usava fraldas!!! Não que hoje em dia não tenha algo realmente bom, mas realmente temos que garimpar bastante entre as milhares de bandas dos tempos atuais para conseguir algo que tínhamos em abundância antigamente.

Esse é aquele tipo de livro que acaba por agradar a quase todos que tem a oportunidade de lê-lo. As opiniões dele são engraçadas, sarcásticas, afiadas e bastante sinceras bem diferentes do que estamos acostumados a ver pelo mundo afora onde a sinceridade é algo quase uma blasfêmia...

Então indico esse livro a todo que desejam refletir sobre como estamos hoje em dia, principalmente a forma que vivemos e interagimos, mas sem apelar para a metafísica, mantendo os pés na terra e a cabeça no lugar!


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