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Resenha: Pacto Maldito - Yitzhak Ben-Gurion



Depois de passar quarenta dias no deserto Jesus foi tentado pelo anjo da morte, que ofereceu a ele os reinos do mundo se ele o adorasse de joelhos. Mas Jesus recusou. Alguns séculos mais tarde um ambicioso imperador romano, que estava em busca de legitimação para se firmar no poder, recebeu a mesma proposta, e a aceitou. Mas junto com esse pacto veio também uma maldição. Hoje em dia, conviver com essa realidade se tornou uma tarefa quase insuportável para um grupo de pessoas, ainda mais considerando que o pior ainda está para acontecer.
O livro Pacto Maldito foi escrito por Yitzhak Ben-Gurion que é, também, autor de Revelações do Sinai, Farofa de Poesias e Emeliatho de Calango Seco. O livro possui 311 páginas, mas na versão digital que foi enviada vem com apenas 180. Trazendo uma infinidade de ideias em parágrafos cumpridos.

Os principais temas abordados no livro são fé, religião, Igreja Católica, história e conspiração. Se suspense e tensão são os seus temas favoritos, Pacto Maldito com certeza será uma boa escolha. Mas já deixo avisado é necessário ter a cabeça aberta e estar disposto a ver um outro lado completamente diferente daquele que somos ensinados a seguir desde criança, pelo menos a maioria.

Pacto Maldito foi extremamente bem escrito, e é marcado por características próprias. As comparações feitas dentro do livro são muito bem feitas. Outra característica é a maneira como o autor te transporta, de uma maneira tão sutil, pra uma outra visão de um tema que ao mesmo tempo foge e não dos assuntos tratados.

O assunto mais abordado no livro é o surgimento do Anti Cristo. Yitzhak Ben-Gurion foi ousado em elege-lo e em provar quem ele acredita ser essa “pessoa”. Ele faz críticas a uma das Instituições mais antigas do planeta, os dogmas e a criação dos santos, apontando como os mesmos distanciam os fiéis de Deus. Deixo claro que o escritor traz apenas uma das teses que existem sobre o aparecimento da Besta, é uma teoria, ninguém é obrigado a segui-la, vai da fé de cada um.

O livro possui quatorze capítulos, cada uma com um título. No começo Pacto Maldito é mais parado, mas com o desenrolar dos fatos a estória te prende. Os dois últimos capítulos, A Casa da coisa e A coisa que sai do mar, são de arrepiar. O livro dispõem, também, de várias partes históricas e bíblicas. Fica claro, que haverá uma continuação.

Não poderia deixar de citar um trecho do livro que me tocou: “Não pode haver amor onde as diferenças são eliminadas à força. Não acredito que esse tipo de comportamento tenha o aval de Deus, não é compatível. Um Deus que precise de milícias para lavar sua honra, definitivamente não é Deus. O amor é tudo. O amor, deveria ser tudo. Se as pessoas amassem de verdade entenderiam melhor os outros e, por consequência, os outros melhorariam como pessoas, sentindo-se amados. Amor de verdade, cria raízes vigorosas na tentativa de eternizar-se em nosso breve espaço de vida.”