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Resenha: Mundo sem fim - Ken Follett


MUNDO SEM FIM
Autor: Ken Follett
ISBN-13: 9788580414738
ISBN-10: 8580414733
Ano: 2015
Páginas: 1136
Editora: Arqueiro
Sinopse: Uma guerra que dura cem anos. Uma praga que devasta um continente. Uma rivalidade que pode destruir tudo. Na Inglaterra do século XIV, quatro crianças se esgueiram da multidão que sai da catedral de Kingsbridge e vão para a floresta. Lá, elas presenciam a morte de dois homens. Já adultas, suas vidas se unem numa trama feita de determinação, desejo, cobiça e retaliação. Elas verão a prosperidade e a fome, a peste e a guerra. Apesar disso, viverão sempre à sombra do inexplicável assassinato ocorrido naquele dia fatídico. Ken Follett encantou milhões de leitores com Os Pilares da Terra, um épico magistral e envolvente com drama, guerra, paixão e conflitos familiares sobre a construção de uma catedral na Idade Média. Agora Mundo Sem Fim leva o leitor à Kingsbridge de dois séculos depois, quando homens, mulheres e crianças da cidade mais uma vez se digladiam com mudanças devastadoras no rumo da História.

"Mundo sem fim" foi escrito por Ken Follett, traduzido por Pinheiro de Lemos e publicado no Brasil em 2015 pela Editora Arqueiro. A edição em questão é dividida em dois volumes e acompanha um box. Coisa linda de viver! O primeiro volume possui 560 páginas e o segundo 576, totalizando, assim, 1136 páginas. A obra é dividida em partes que se subdividem em capítulos. Ao todo são 90 capítulos. "Mundo sem Fim" é uma espécie de continuação de "Pilares da Terra" e mais adiante explico porque não a considero uma continuação propriamente dita. 


"Como foi no princípio
e agora e sempre será
Um mundo sem fim"

A história se passa na Inglaterra do século XIV e o cenário que envolve a trama é uma guerra que durou cem anos, uma praga que devastou um continente e uma rivalidade persistente que pode chegar a destruir tudo.

Nesse livro, acompanhamos a história de quatro jovens: Merthin, um jovem obstinado e com uma imaginação sem igual; seu insensível irmão Ralph; Gwenda, uma moça temerosa e, por fim, Caris, uma menina muito inteligente. 


E o que eles tem em comum? A família de Caris e de Merthin são descendentes de Jack e Tom - personagens de Os Pilares da Terra. Além disso, Caris e Merthin se apaixonam. Porém, terão de enfrentar duros acontecimentos durante a narrativa.

Conforme a leitura evolui, podemos observar o desenvolvimento desses quatro jovens que passam por situação inimagináveis. A cidade deles, Kingsbridge, está passando por uma crise ferrenha que modificou tudo ao redor de quem mora lá.

Quando eu iniciei a leitura, não sabia que se tratava de uma continuação de Pilares da Terra. Todavia, como eu já assisti ao filme homônimo (inclusive, há adaptação de Mundo sem Fim também e além do filme, há minissérie), tinha uma noção do que o livro se tratava. Sei que existem muitas diferenças entre livro e filme, mas, ainda assim, deu para me inteirar sobre o assunto.

No início da resenha eu disse que essa obra é uma espécie de continuação. Digo isso, pois dá para ler Mundo sem Fim sem ter lido o livro anterior tranquilamente. A história é quase que totalmente independente. O único resquício do livro anterior são alguns nomes que acabam não interferindo na leitura, pois são apenas citados.


Decidi solicitar essa obra por conta do autor. Sempre ouço boas críticas sobre a escrita de Follett e senti que estava mais do que na hora de realizar um primeiro contato com ela. Tenho muito receio de iniciar leituras de autores e obras renomadas, pois geralmente crio uma expectativa muito alta que muitas vezes acaba não sendo alcançada. 

Sorte minha que com esse livro foi diferente! Eu fiquei mais do que feliz em realizar essa leitura. A obra é um pacote completo: boa trama, bom clímax, personagens bem construídos, crítica atemporal... Uma verdadeira obra-prima! Se não fosse por alguns erros de concordância e de digitação que essa edição possui, a classificação seria de cinco estrelas


Para mim, o livro contém uma forte crítica ao clero, mas que não deixa de se encaixar nos dias atuais. Por exemplo, o autor toca muito no assunto das injustiças, ódio e preconceito. São coisas que existiram e continuam a existir na vida em sociedade. Assim como o amor, a esperança e a justiça. 

Enfim, indico a obra a todos os amantes de ficção histórica inglesa. E também para aqueles que assim como eu, sentem curiosidade acerca da fama de Ken Follett. Baseado em minha experiência, as chances de você ter uma boa leitura são muito altas!



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