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Resenha: A Desconhecida - Peter Swanson




Uma história sombria, em uma atmosfera romântica e um quê de Hitchcock, sobre um homem que fora arrastado para uma trama irresistível de paixão e assassinato quando um antigo amor reaparece de mentiras. Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?


"A Desconhecida" foi escrito por Peter Swanson, traduzido por Leonardo Gomes Castilhone e publicado no Brasil em 2015 pela Editora Novo Conceito. A obra possui 288 páginas divididas em 27 capítulos e é narrada em terceira pessoa. A diagramação está ótima! As letras são grandes, isso facilita muito a leitura. Além disso, as páginas são amareladas, o que permite uma leitura mais agradável, sem incômodos reflexos na face do leitor.

Nessa obra, conhecemos George Foss, um homem de 40 anos que levava sua vida normalmente até encontrar em um bar uma bela mulher sentada ao seu lado. Essa mulher é Liana, a mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tantos anos, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la de seu passado sombrio.

Preciso dizer que amo thrillers e fiquei muito empolgada com a premissa de "A Desconhecida". Todavia, não posso mentir e dizer que adorei a obra. Fiquei muito, mas muito decepcionada MESMO com essa leitura. É muito desanimador perceber o potencial de uma trama e ver que ela não foi desenvolvida como deveria.

Logo no início da obra, são notáveis alguns erros de digitação e isso continua ao longo da leitura. Acho isso um descaso com os leitores. É claro que ninguém é perfeito e todo mundo comete erros, porém, as Editoras tem toda uma equipe que trabalha para não deixar isso acontecer e, para mim, publicar uma obra assim é sinal de desleixo.

Passado esse pequeno incidente, não consigo aceitar a imaturidade das personagens. Como um homem de 40 anos larga tudo para trás somente para satisfazer os caprichos de uma mulher que, apesar de tê-la namorado vinte anos atrás, ele mal conhece? George se coloca em cada emboscada, que é impossível não sentir preguiça de continuar a leitura. Essa atitude adolescente de ambas as partes me deixou muito, mas muito irritada.

Também pude perceber que nenhuma das personagens são bem construídas. Inúmeras vezes me perguntei "por que?", "como", "quando" e "onde?" e não obtive nenhuma resposta. Encaro isso como falha de Peter Swanson como autor. Não é nada agradável lidar com personagens assim. É claro que nem tudo tem um motivo nessa vida, mas, levando em conta o gênero da obra, em minha opinião, o passado do personagem acrescenta muito à história.

Depois de me decepcionar com a irresponsabilidade de Liana e George, outro problema apareceu: o livro é lotado de ação no início. Bacana!, pensei. Gosto disso. Mas, como tudo que é bom dura pouco, o desenvolver da trama se torna muito monótono a ponto do leitor descobrir tudo que vem a seguir. 

Além disso, a narrativa de Swanson não é nada envolvente e me deu preguiça muitas vezes. O vocabulário é bem pobre. A ininterrupta repetição de palavras me irritou bastante. Mais uma vez, digo aqui que fico bem triste por perceber o potencial que a obra e o autor possuem e saber que ele não foi bem explorado.

Só me resta dizer para lerem a obra a fim de tirar suas próprias conclusões.