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Resenha: Restos Humanos - Elizabeth Haynes



RESTOS HUMANOS
Autora: Elizabeth Haynes
Ano: 2014
Páginas: 315
Editora: Intrínseca
Sinopse: Você conhece bem seus vizinhos? Saberia dizer se eles estão vivos ou mortos? Ao encontrar por acaso o corpo de uma vizinha em avançado estado de decomposição, Annabel Hayer, que trabalha com análise de informações para a polícia, fica horrorizada ao pensar que ninguém — e isso inclui ela mesma — sentiu falta daquela mulher. De volta ao trabalho, ela vasculha os arquivos policiais e encontra dados que mostram um aumento significativo de casos como aquele nos últimos meses em sua cidade. Conforme aprofunda a investigação, Annabel parece cada vez mais convencida de estar no rastro de um assassino, e é obrigada a enfrentar os próprios demônios e a própria fragilidade. Será que alguém perceberia se ela simplesmente desaparecesse? Um thriller psicológico extremamente perturbador, Restos humanos fala de nossos medos mais obscuros, mostrando como somos vulneráveis — e a facilidade com que vidas podem ser destruídas quando não há ninguém que se importe com elas.


"Restos Humanos" foi escrito por Elizabeth Haynes e publicado no Brasil em 2014 pela Editora Intrínseca. A obra possui 315 páginas e é narrada em primeira pessoa. Cada capítulo é narrado sob o ponto de vista do personagem que o intitula. Essa leitura fez parte do Projeto "Tá na estante e não leu? Seu amigo escolheu!", onde fui indicada pelo blog Colecionadora de Frases.

Nessa obra conhecemos Annabel Hayer, uma mulher de quase 40 anos, solteira e que vive com sua gata Lucy. Certo dia, Annabel sente um cheiro pútrido muito acentuado em sua casa e decide sair dela para verificar o que é e identifica que o cheiro vem de uma casa vizinha.

Annabel, então, dirige-se a essa casa e tem uma grande surpresa ao encontrar o corpo da vizinha em avançado estado de decomposição. Diante da situação, ela fica horrorizada ao pensar que ninguém — e isso inclui ela mesma — sentiu falta daquela mulher.

Annabel trabalha com análise de informações para a polícia e, quando volta ao trabalho, ela vasculha os arquivos policiais e encontra dados que mostram um aumento significativo de casos como aquele nos últimos meses em sua cidade.

Conforme aprofunda a investigação, Annabel parece cada vez mais convencida de estar no rastro de um assassino em série, e é obrigada a enfrentar os próprios demônios e a própria fragilidade.

De início, a leitura foi um pouco confusa, pois a história se passou em diferentes lapsos de tempo. Porém, à medida que a leitura avança, tudo fica mais claro e começa a fazer sentido.

Durante a leitura, pude notar que Haynes traz em sua escrita aspectos das relações humanas e suas fragilidades. Achei bem inteligente o tom sinestésico da obra!  Além disso, o mistério que permeia a trama persiste, instiga e intriga o leitor. Senti-me totalmente submersa na leitura do início ao fim.

Todos os personagens são bem construídos. E, falando nisso, o livro conta com muitas figuras individuais que no início parecem não se encaixar. Mas, ao final, a autora faz tudo se encaixar com maestria admirável! 

O maníaco não nos é revelado no começo do livro, mas, tampouco é esse o mistério da trama. E isso foi o que tornou a obra tão diferente para mim. Geralmente o grande triunfo dessas obras está em descobrir quem é o serial killer e em "Restos Humanos" a autora foi além disso. 

A obra também trata sobre a hipocrisia social. Tiro meu chapéu pela leitura maravilhosa que a autora fez desse tema! É incrível perceber como a hipocrisia está inserida na nossa vida - e, por vezes, até em nós mesmos.

Tratando-se de um serial killer, há várias vítimas, claramente. O interessante é que no livro há passagens em que as próprias vítimas narram seus pensamentos e sentimentos e tudo isso nos dá um explicação do rumo que as coisas tomaram.

Enfim, espero ter conseguido passar um pouco o quão brilhante essa obra foi!  O livro só não ganhou cinco estrelas, por conta do final que foi um pouco previsível e dos erros de digitação que encontrei ao longo da leitura.

Recomendo a leitura aos fãs da série Dexter e do autor Harlan Coben. Porém, fica aqui uma ressalva: o livro contém muitas cenas que são descritas detalhadamente e isso é um pouco grotesco. Então, se você tem o estômago fraco, tenha em mente que há inúmeras passagens nojentas pela obra!

P.S: O livro não contém romance. E eu adorei isso! Detesto quando pego livros desse gênero que acabam se desenvolvendo apenas em torno do romance, esquecendo dos elementos essenciais que caracterizam o gênero thriller psicológico/policial.

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