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Resenha: Como se apaixonar - Cecelia Ahern


 Não é verdade que um raio nunca caia duas vezes no mesmo lugar. Entre 1942 e 1977, um guarda-florestal, Roy Cleveland Sullivan, foi atingido sete vezes. Mesmo tendo sobrevivido a todas as descargas elétricas, este cometeu suicídio, por não ter o amor correspondido pela sua amada. Roy sabia melhor do que ninguém, que era muito provável que o azar no amor não condizente pudesse acontecer de novo. Mostrar a beleza da vida, para quem quer dar uma solução permanente para um problema temporário para acabar com a dor, a solidão, não é uma tarefa fácil. Ainda mais em duas semanas. 

A escritora Cecelia Ahern é, também, autora dos livros P.S Eu Te Amo e Simplesmente Acontece. Eu realmente não sabia, mas amei os dois filmes. No começo eu julguei o livro, não vou negar, achei que não fosse fazer o meu estilo, mas ele me surpreendeu de uma maneira positiva.

O livro Como Se Apaixonar, foi publicado este ano pela editora Novo Conceito, possui 343 páginas, divididas em 27 capítulos, que giram em torno de uma aposta. A estória se passa em algumas cidades da Irlanda, principalmente na ponte Ha’penny, em Dublin. 


A edição possui páginas amareladas, tendo letras com um bom tamanho para a leitura. Não possui parágrafos longos e os diálogos são fáceis.

Cecelia Ahern, traz à tona um tema delicado e que normalmente não é discutido: o suicídio. A maneira como a autora descreve as situações que, muitas vezes, passam despercebidas por nós e que, na verdade, são um alerta que algo não vai bem com quem 
nos rodeia.

A autora mostra de uma maneira bem clara que muitas vezes somos capazes de esconder nossa infelicidade e tentamos acabar com a dor, a solidão, mas a vida é uma série de momentos. E momentos sempre mudam. Tudo é uma questão de como lidamos com as coisas, as vezes basta lidar com positividade e uma mão amiga.


Trazendo protagonistas totalmente diferentes, a escritora mostra que ambos precisam de ajuda emocional, mas só um deles sabe disso. Um dos personagens tem que engolir o próprio orgulho para ajudar e ele não sabe lidar com o abandono, mesmo que seja uma simples despedida.

O que vou levar dessa leitura é que a salvação muitas vezes vem de uma reles desconhecida e que se perder pode ser o melhor caminho para se encontrar de verdade.