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Resenha: O Manuscrito – Chris Pavone


O MANUSCRITO
Autor:
Chris Pavone
Ano: 2015
Páginas: 336
Editora: Arqueiro
Sinopse: Não existe no mundo uma única pessoa que possa comprovar tudo o que está nestas páginas. Mas há uma pessoa que pode chegar perto disso. Há outras pessoas que poderiam, se devidamente motivadas, confirmar certos fatos. Talvez este livro seja a motivação para essas testemunhas, um impulso para revelarem suas verdades, para comprovarem esta história. Mas o autor não é uma dessas possíveis testemunhas. Porque, se o que você está lendo for um livro concluído, impresso, encadernado e distribuído para o mundo, é quase certo que eu já esteja morto.


O Manuscrito é um thriller de suspense muito bem escrito e bastante consistente, a Arqueiro acertou em cheio no trabalho editorial, deixou tudo mais atrativo.
Chris Pavone escreve sobre um estranho manuscrito anônimo que chega às mãos da agente literária Isabel Reed, que possui um conteúdo extremamente polêmico e que seu teor destruiria a vida de uma figura importante, Charlie Wolfe.
Após a chegada do manuscrito, Isabel o lê freneticamente. Após terminar a leitura e percebendo a bomba que tem em mãos, ela o oferece a um editor conhecido seu, Jeff, e a partir de então várias cópias do manuscrito são feitas, umas com o conhecimentos dos possuidores do original, outros às escondidas, ao mesmo tempo em que uma equipe de pessoas altamente treinadas buscam, por todos os meios, evitar que o manuscrito seja publicado.
Pavone soube desenhar sua trama muito bem. Mas ele é bastante descritivo e acaba entregando detalhes que me fizeram supor muitas coisas bem antes do que seria normal em livros do gênero. O livro inicia-se em um ritmo bastante rápido e esse ritmo vai caindo do decorrer da leitura o que tirou um pouco do prazer da leitura, posto que no final não ocorreram revelações ou reviravoltas que encerrassem o livro dignamente.
A narrativa é feita sob diversos pontos de vista o que nos dá uma visão melhor sobre como os acontecimentos se desenrolam e como eles acabam afetando os narradores. Gostei bastante de ter sido explorada a visão da narrativa sob o olhar de ambos os lados, tanto dos mocinhos quanto dos vilões (se bem que no final não sabia, e ainda não sei, se dá para dividí-los assim).
Só que ao mesmo tempo em que víamos as diversas visões dos acontecimentos, a quantidade de personagens que os narraram foram muitos e alguns bastante desnecessários, não houve enfoque nos personagens principais (o que me impediu de ter qualquer tipo de proximidade com eles, parecia até que todos eram centrais e não havia personagens secundários) e creio que não tem como nos situarmos bem na narrativa com tantas mudanças de narradores. Teve momentos que deu vontade de pular alguns parágrafos.
Além do mais o fato de no final da narrativa ter ficado ciente de que todas (ou quase todas) suposições que eu havia feito no decorrer da leitura eram exatas me deixou frustrada, adoro fazer suposições durante a leitura e quebrar a cara no final, o que não aconteceu aqui, muito pelo contrário, pelo excesso de pontos de vista e de informações, ele me dava todos os elementos necessários para responder as indagações e sem deixar quaisquer dúvidas.
Contudo, apesar disso, o livro é bom e rende bons momentos de distração. Não me arrependo da leitura e leria sim outros títulos do autor.
A edição está muito bonita, a capa, contracapa e orelhas estão bastante condizentes com a história, a diagramação está muito boa. A editora Arqueiro está fazendo um trabalho maravilhoso em seus livros e merece ser parabenizada por isso!!
Recomendo a quem queira passar bons momentos, mas sem esperar muito suspense!!

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