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Resenha: Prometo Falhar - Pedro Chagas Freitas


PROMETO FALHAR
Autor: Pedro Chagas Freitas:
Páginas: 400

Editora: Novo Conceito
*Livro cedido ao blog em parceria com a editora.
Sinopse: Prometo Falhar é um livro que fala de amor. O amor dos amantes, o amor dos amigos, o amor da mãe pelo filho, do filho pela mãe, pelo pai, o amor que abala, que toca, que arrebata, que emociona, que descobre e encobre, que fere e cura, que prende e liberta. Em crônicas desconcertantes, Pedro convida o leitor a revisitar suas próprias impressões sobre os relacionamentos humanos.A linguagem fluida, livre, sem amarras, faz querer ler tudo de uma vez e depois ligar para o autor para terminar a conversa. Medo, frustração, inveja, ciúme e todos os sentimentos que nos ensinaram a sufocar são expostos sem pudores. Mergulhe de cabeça numa obra que mostra que é possível sair ileso de tudo, menos do amor. Você escolhe a ordem em que vai ler as crônicas do jovem escritor que tem 21 obras publicadas e é sucesso de vendas em Portugal. Prometo Falhar foi o livro mais vendido de Portugal em 2014 e chega ao Brasil com mais de 100 mil cópias vendidas na edição portuguesa.

O livro é muito bem escrito e lindo, mas infelizmente não faz parte do meu estilo, porém esse fato não afetou a quantidade de estrelas, o livro continua a ser muito bom, afinal.
O livro é composto, basicamente, por crônicas soltas e sem relação entre si, além de pensamentos e poesias, mas não tive dificuldade alguma em acompanhar a leitura, o que é um grande mérito do autor. Alguns textos são pequenos e outros um tanto maiores.
Eu consegui entender porque esse livro foi tão bem aceito em Portugal e creio que o mesmo acontecerá por aqui, os textos nos fazem refletir e conseguimos deslumbrar bem vários dos acontecimentos. Contudo, em vários momentos queria abandonar a leitura porque se tornava um tanto cansativa. Mas isso, creio eu, se deu porque não sou dada a sentimentalismo e não conseguia entender alguns pontos chaves de certos textos.
Em cada texto o autor consegue retratar as imagináveis e inimagináveis (por mim, ao menos) formas de amar e ser amado. Creio que quem goste de quotes tem um prato cheio nesse livro. O Pedro Chagas escreve de forma magnífica e bastante profunda, tornando impossível que quem leia fique indiferente durante a leitura.
Assim, como é um livro de textos soltos, não consigo escrever mais sobre ele, então vou deixar algumas (várias) citações:
“Comecei a te amar no dia em que te abandonei.” - Página 9
“me assustam sobretudo os segredos da escuridão, por isso saio para o fim do silêncio.” - Página 14
“é tão mais fácil não amar mas que merda andamos fazendo aqui se não amarmos?” - Página 20
“é preciso escolher entre amar e escrever, e eu escolho você, talvez um dia eu saiba de que lado você está” - Página 24
“já fechei as janelas e os olhos e não há maneira de adormecer, ouve-se a cidade cheia de pessoas e nenhuma é você, Deus acontece pela diferença, e pela maneira como quando você chega me sorri e me pede perdão por mais um atraso, o escritório e reuniões, quase dez segundos até que sem falar eu te peço para vir e te abraçar por dentro, há uma só vida e você é tão inacabável em mim.” - Página 25
“É tão simples perceber o amor.” - Página 41
“há muitos motivos para chorar e nem todos são bons, felizmente, o que seria de mim sem saber o instante do choro, a forma coo dilata a existência, a sensação de que estou encontrando o começo de mim, o milímetro onde a emoção começa?” - Página 49
“ainda não calei mais uma vez os desgraçados que me dizem que não serei capaz de fazer o que já acabei de fazer, os que ainda ontem me asseguravam que eu não chegaria aqui hoje, ainda não mostrei aos meus filhos que o pai só consegue porque faz, porque chora, porque arrisca, porque se expõe, porque não quer estar parado nem aguentar” - Página 50
“os loucos riem diante daquilo que faz os outros chorarem, e ainda lhes chamam malucos” ... “os loucos constroem aviõezinhos de papel verde que os outros veem como motivo para matar se for preciso, ou até se não for preciso, e ainda lhes chamam malucos.” - Página 52
“quando te olho mais de cinco segundos seguidos sou feliz para sempre, juro.” - Página 71
“Era velho demais para viver e novo demais para morrer” - Página 75
“«Prometo falhar» Foi a única promessa que ele fez, toda uma filosofia em duas palavras, não acreditava na possibilidade da perfeição, nem sequer fazia o que quer que fosse para alcançá-la, pois se não existe por que haveria de procurá-la?, e se deixava viver pelo que tinha à frente, as opções todas, as portas todas, havia sempre uma hora ideal para a felicidade e era sempre agora, o amor só existe quando alguém desiste de ser perfeito.” - Página 82
“«Se voltas a falhar juro que te amo para sempre. » E ela falhou.” - Página 83
“Éramos tão incompletos e já não nos faltava nada” ~Página 88
“Éramos tão passageiros  já nada nos conseguiria separar” - Página 89
“eu respondo com a verdade, para que raios eu haveria de dizer outra coisa quando a verdade é tão bonita?, o que eu quero é fazê-la feliz, ver os olhos que ela me faz quando acerto, ou a abraço quando ela mais precisa, ou a conforto quando tudo lhe parece pesar” - Página 95“Ninguém merece ficar além dos sonhos” - Página 102
“Ninguém sabe o que é perder quando ainda tem uma mãe e um pai para abraçar” - Página 103
“E a cidade parece se fechar a cada passo que dou. Já não há as suas palavras. ... E o tempo. O tempo é como uma penitência que tenho de pagar.” - Página 104
 “É fundamental amar o silêncio. Recusar quem o recusa. Insultar quem o maltrata. Exigir que o respeitem como se respeita Deus. E apenas quem não ama teme o silêncio.” - Página 106
 “O grande segredo para estar vivo é, por mais evidente que pareça, só morrer quando for sepultado.” - Página 109
“Só os que não têm medo de não ter razão podem ser bestiais.” - Página 114
“Há sempre mais para criar. E quando não houver mais para criar é porque é tempo de desligar. As máquinas, o coração, a respiração. Parar tudo. Quando já não houver o que criar já não haverá o que viver. Me matem antes de esse dia chegar. E escrevam no túmulo, bem claras, as seguintes palavras: aqui está o idiota que só quis fazer o que quis. E conseguiu.” - Página 115
“Quantas vezes terei de morrer para te matar de mim?” - Página 133
“Tenho medo de ficar parado, medo de não abalar quem me ama, medo de não questionar o que me ocupa, medo de não rir diante da morte. Tenho tanto medo de morrer e é por isso que vivo.” - Página 152
“E se viver não for um risco mais vale estar morta.” - Página 155
“Mas no final de contas só há um tipo de pecado: o que nos mantém vivos. Quem vive sem pecar e morre sem pecar nunca na realidade viveu.” - Página 173
“O pior das palavras é sentir as que ficaram por dizer, o peso irrespirável do que nunca existiu e que ainda assim nunca deixará de existir: nunca deixará que eu exista. Tive toda a sua vida para te dizer o que via em você e falhei. Te dei companhia, amizade, te ofereci tanto, e nunca acreditei que um dia você fosse embora sem avisar. Ingénuo. Eu devia saber que tudo o que você fazia era sem aviso. Porque haveria de ser diferente na hora de morrer?” - Página 188
“Se houvesse uma ordem justa no mundo seria isso o que aconteceria: seriamos primeiro adultos e depois crianças, e começaríamos por temer tudo o que mexe porque somos adultos e o adulto tem medo de que tudo acabe porque sabe que tudo vai acabar, e depois acabaríamos sem medos, sem temores, à procura do que gostamos onde bem gostamos. E se não é a esta a melhor maneira de viver já não sei nada.” - Página 198
“Se você não tiver medo de dizer que ama, como se sentisse que estava expondo o seu lado mais imenso, desista de amar, porque, fique sabendo agora, é só o que nos faz ter medo que vale a pena ter medo de perder.” - Página 204
“A saudade existe para me mostrar a pequenez da morte, porque depois de te perder só a certeza da extinção me descansa, e nada magoa mais do que olhar para a vida e não te descobrir.” - Página 211
“um homem sem amor não é homem nenhum.” - Página 223
“Preciso mais do teu cheiro do que preciso da vida, e nunca te disse, covarde que sou, que existe uma coragem em mim que depende de você” - Página 227
“Você é perfeita demais para merecer algo tão falível como um corpo. Nenhum corpo estava à sua altura e foi preciso acabar contigo antes que a sua perfeição acabasse com o que equilibra o mundo.” - Página 236
“Vivesse eu da dor e estaria vivo para sempre.” - Página 236
“Há um espaço tão grande entre o que vejo em mim e o que sou. Dói tanto ficar aquém.” - Página 253
“O amor mata. Mata violentamente. Mata com toda a força. Mata todos os dias. E é apenas nessas mortes, nessas pequenas mortes, que reside a importância da vida. É nessas pequenas mortes, e só nessas pequenas mortes, que a vida acontece. Hoje você me matou mais uma vez e eu era capaz de passar a minha vida toda sendo assassinado assim por você.” - Página 257
“e a maior injustiça da vida é você existir e ser mortal." - Página 276
“e o que é a morte ou a proximidade da morte senão uma preguiça que não passa?” - Página 305
“Ninguém ama a pensar nas palavras, são as palavras que servem para amar e não o contrário, e te hamo é sempre a palavra mais certa do mundo - porque nada, muito menos um qualquer insignificante código ortográfico qualquer, consegue tornar errado um hamor assim. Só quem ama mal escreve mal.” - Página 309
“-Você tem medo da morte?” “-Não.” “-Porquê?” “-Quando ela chegar sei que não me vai apanhar vivo.” E não apanhou. - Páginas 311 e 312
Recomendo a todos que queiram altas doses de amor e muita poesia em sua vida!!!
Americanas (esgotado) | Saraiva | Submarino (esgotado)

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