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Resenha: Jackaby - William Ritter




"Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.” Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana. Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara. Prepare-se para desvendar este mistério!

"Jackaby" foi escrito por William Ritter, traduzido por Alice Klesck e publicado no Brasil pela Única Editora em 2015. A obra possui 256 páginas divididas em 31 capítulos. A edição está lindíssima! A capa original foi mantida, as páginas são amareladas com letras de tamanho bom. O espaçamento é simples, porém ideal. A obra foi cedida ao blog em parceria com a Editora.


Em "Jackaby" conhecemos Abigail Rook, uma moça que deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Desse modo, a estória é narrada em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Abigail.

Em janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural. 



Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana.

Iniciei a leitura com expectativas MUITO altas, afinal, todo mundo estava falando sobre a grandiosidade dessa obra. Além disso, o gênero é um dos meus favoritos. Confesso que achei o livro bom, mas longe de ser perfeito... 



A obra mistura magia, mistério e sobrenatural. Temos fantasmas, patos, pessoas, espectros... Uma coisa mucho louca! Tinha tudo para ser uma obra incrível. Entretanto, tive a sensação que o autor não soube lidar com esses elementos. Também achei o ritmo muito lento e os acontecimentos bem entediantes.

Jackaby é um personagem sensacional! Jackaby é um cara inteligente, perspicaz e engraçado (mesmo não tendo consciência disso hahah). Para mim, ele é a melhor coisa nesse livro. Porém, Abigail é um tanto quanto mal construída.



Não sei se a obra original é assim ou se foi erro da revisão ou editora, mas as falas se misturam e isso deixa o leitor muito confuso. Por vezes achei que era um personagem que estava falando aquilo, mas na verdade era outro. Faltou separar por parágrafos. Entendem? Ficou realmente muito confuso.



Enfim, na capa está escrito que o livro é "para os fãs de Sherlock Holmes e Doctor Who" e eu não poderia concordar mais com essa afirmação. Logo de cara percebi traços da escrita de Douglas Adams. Além disso, Jackaby é muito excêntrico - outra semelhança com os personagens de Adams. A perspicácia do detetive lembra muito a inteligência de Sherlock Holmes. Então, esse livro com certeza é para os fãs dessas duas figuras.