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RESENHA: Mansfield Park - Jane Austen



MANSFIELD PARK 
Autora: Jane Austen
Ano: 2012
Páginas: 575
Editora: Martin Claret
Sinopse: Fanny Price mora de favor na casa dos tios ricos, para onde foi levada aos doze anos; aparente ser uma menina doce e diz “sim” a todos os caprichos de seus tios e primos. Apesar da aparência frágil, Fanny concentra em si diversos conflitos da alma humana, mostrando-se uma personagem forte e profunda que certamente cativará leitores de diversas idades e contextos sociais. Recheado de dissimulação, Mansfield Park revela a sociedade inglesa do século XIX, com seus costumes peculiares e, muitas vezes, aprisionadores.

Mansfield Park foi escrito por Jane Austen e originalmente publicado em 1814. A edição que li foi publicada no Brasil em 2012 pela Editora Martin Claret. A obra possui 575 páginas divididas em 48 capítulos. A diagramação é simples, porém caprichada como todas os outros livros dessa coleção linda da Editora. A estória é narrada em terceira pessoa. Esse post faz parte do Projeto Lendo Jane Austen em parceria com o blog Livros e Sonhos.



Nessa obra, conhecemos Fanny Price uma jovem de doze anos que foi levada para morar com os tios ricos em Mansfield Park, pois sua mãe não tinha condições de criar 9 filhos de maneira apropriada. Desse modo, é lógico deduzir que Fanny cresceu em meio aos primos.

Maria e Julia, primas de Fanny, são exemplos de garotas para a elite inglesa daquela época: falam francês, costuram, entendem a geografia... Porém, em meio a tantas habilidades, acabam esquecendo a humildade e sentimentos morais de lado. Ao contrário delas, Fanny é inteligente e estudiosa.



Apesar de ser sempre destratada por seu tio e pelas suas primas, a garota logo se torna amiga de seu primo Edmundo único entre seus primos que compartilha sua paixão pelos livros, e passa a nutrir sentimentos profundos por ele. 

Com o passar do tempo Fanny se torna uma bela mulher. Mais tarde, a família Crawford chega à vizinhança. Assim, Edmund se apaixona por Mary, uma cínica mulher, e Henry Crawford encanta-se por Fanny. Notando o interesse de Henry por Fanny, os tios dela logo promovem um encontro entre os dois para logo depois se sentirem revoltados com o desprezo que a jovem demonstra pelo seu novo vizinho. 




Jane Austen, como é de se esperar, utiliza a ironia para construir críticas em suas narrativas. Tenho que confessar que a saca da autora nessa obra foi genial! A leitura se revelou extremamente deliciosa e fluída. 



Jane Austen, como é de se esperar, utiliza a ironia para construir críticas em suas narrativas. Tenho que confessar que a saca da autora nessa obra foi genial! A leitura se revelou extremamente deliciosa e fluída. 
O livro possui uma pegada religiosa bem forte e por isso mantém um lado mais conservador. Entendo que isso pode incomodar muitos leitores, porém, a autora utilizou artifícios tão inteligentes que, pelo menos para mim, isso quase passou despercebido. 



Com seu olhar mordaz e seus personagens cativantes, Austen ganhou meu coração com essa obra. Razão e Sensibilidade continua sendo minha obra favorita, mas, Mansfield Park é uma obra inteligente, sagaz e completamente cativante! Vale muito a pena a leitura. Para conferir os outros posts desse projeto clique aqui.

Esse post faz parte do Projeto Lendo Jane Austen.



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Fotos: Gabriel Rodrigues