livroseflores@outlook.com.br Image Map

RESENHA: As Pontes de Madison - Robert J. Waller




O ano é 1965, e a cidade de Iowa, interior dos Estados Unidos, parece estar ainda mais quente nesse verão. Francesca Johnson, uma mãe de família que vive uma vida pacata do campo, não espera nada além dessa temporada do que o retorno dos filhos e do marido, que viajaram. Sua tranquilidade, porém, será interrompida com a chegada de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County. Francesca e Robert comprovaram para o mundo que o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram. Casada, mãe, Francesca não deveria ter sentimentos tão fortes por esse fotógrafo. Assim como ele, um homem tão livre, nunca se viu tão preso a alguém que acabou de conhecer. E é justamente assim que as paixões intensas funcionam: é como ser atingido por um raio quando menos se espera, e, de repente, seu corpo e sua existência estão preenchidos de energia, sem ter como voltar atrás para o estado anterior. E perdemos todo e qualquer pudor ao ver que é possível, uma vez mais, encontrar espaço para dançar. As pontes de Madison dá voz aos anseios de homens e mulheres de todo mundo e mostra, por meio desse encontro fortuito e avassalador, o que é amar e ser amado de forma tão ardente que a vida nunca mais será a mesma.


“As Pontes de Madison” foi escrito por Robert James Waller e a edição que li foi publicada em 2015 pela Única Editora em comemoração aos 20 anos de um dos maiores sucessos do cinema. Sim, tem filme do livro! :D A obra tem 192 páginas e é narrada em terceira pessoa. O livro foi cedido em parceria com a Editora.

A história se passa em 1965, na cidade de Iowa, interior dos Estados Unidos. Francesca Johnson é uma mãe de família que vive uma vida pacata do campo. Seus filhos e marido viajaram e então ela espera por eles em Iowa. Porém, sua tranquilidade é interrompida com a chegada de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County.



Sendo sincera, não sei ao certo como começar essa resenha... Sabe quando um livro abala tanto as estruturas da sua vida que você não consegue ficar um segundo sem vontade de lê-lo? E quando você termina a leitura o universo da obra ainda te rodeia e te prende naquela névoa de saudade? Pois é. Isso foi o que senti com “As Pontes de Madison”.

Nessa obra, Francesca e Robert comprovam para os leitores que o tempo que as coisas duram nem sempre são as melhores. Ao contrário, para eles, o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam.Somos apresentados a duas figuras distintas: ela, casada e mãe de dois filhos; ele, um espírito livre e aventureiro. 

Diante disso, é lógico deduzir que Francesca não gostaria de se sentir atraída por aquele homem que mal conhecia. Afinal, ela tem uma família. E Robert, que nunca abriu mão de sua liberdade, também nunca imaginou encontrar-se nessa situação.


Em uma primeira análise, a história pode soar um pouco clichê. Afinal, não é um pouco óbvio que os dois se apaixonam? Porém, o encanto da obra está em como esse amor se desenvolve. Ele acontece de forma tão genuína que é impossível não se deixar cativar pelo casal.


Sinto uma onde de serenidade ao lembrar-me de como tudo aconteceu... O autor tem uma narrativa super gostosa de ler. Ele sabe muito bem como desenvolver suas ideias e nos envolver nelas. E o final... Ah, o final! Que coisa mais maravilhosa... Eu amei.


As Pontes de Madison é um livro de tirar o fôlego. Recomendo a todos que gostam de romance, mas nada muito meloso. Esse livro se tornou muito especial para mim e espero que cative muitos leitores, assim como conquistou meu coração.