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Resenha: Orange is the New Black


Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580575255
Ano: 2014
Páginas: 304
Tradutor: Lourdes Sette, Cláudio Figueiredo
Sinopse: Quando era jovem, tudo o que Piper Kerman queria era viver novas experiências, conhecer pessoas diferentes e descobrir o que fazer com o diploma recém-adquirido da prestigiosa Smith College. Anos depois, com um bom emprego e prestes a se casar, ela recebe uma visita inesperada - a polícia. Piper estava sendo intimada para responder por envolvimento com o tráfico internacional de drogas. A acusação era verdadeira - recém-formada, Piper teve um caso com uma traficante glamorosa que a convenceu a levar uma maleta de dinheiro para a Europa.



Piper Kerman é vice-presidente de uma empresa de comunicação sediada em Washington D.C. que trabalha com fundações e organizações sem fins lucrativos. Mora no Brooklyn com o marido.


Tempos atrás, eu estava procurando no Netflix algo para assistir e resolvi assistir Orange is the new Black (laranja é o novo preto). Resolvi assistir antes de ler o livro mesmo. O seriado está em sua segunda temporada e a terceira está por vir no começo do ano que vem.  

Em uma de minhas visitas à livraria, deparei-me com a obra Orange is the new black e comprei um exemplar, pois gostei muito da série e gosto de comparar os livros as suas adaptações. Além disso, o livro é baseado em uma história real e isso é sempre muito atrativo para mim.

"Duzentas mulheres, sem telefones, sem máquinas de lavar, secadores de cabelo - era como Lord of the Flies de estrogênio."

O livro foi escrito por Piper Kerman, a partir de sua experiência, e inspirou a série original do Netflix. Kerman tinha uma vida estável, um bom emprego e estava noiva do escritor Larry. Porém, em seu histórico de vida havia uma participação em um esquema ilegal de tráfico de drogas internacional: Piper fez um favor para sua namorada e transportou o dinheiro oriundo do tráfico para ela. Anos se passaram e isso a tornou uma criminosa que ainda não havia pagado pelo seu ato.

Piper decide admitir sua culpa a fim de cumprir menos tempo de pena e é condenada. Desse modo, após uma espera de cinco anos, a loira se apresenta e passa treze meses na prisão.

A narrativa do livro possui uma linguagem muito simples, o que torna a compreensão da leitura muito fácil. Boa parte da história se passa na prisão, onde Piper descreve com clareza seus sentimentos, os ambientes em que se encontra, as características das outras presidiárias e as dificuldades que por lá passou.

Todos os nomes e, em alguns casos, características marcantes das pessoas que conviveram com ela dentro dos presídios foram alterados para preservar sua privacidade. As únicas exceções foram a Irmã Ardeth Platte e Alice Gerard, que lhe deram permissão para usar seus nomes verdadeiros.

"A prisão é, literalmente, um gueto no sentido mais clássico do mundo, um lugar onde o governo norte-americano agora coloca não só o que é perigoso, mas também as pessoas inconvenientes que são doentes mentais , pessoas que são viciadas, pessoas que são pobres e sem instrução e não qualificadas .”

Confesso que me decepcionei um pouco com o livro. Mas não é porque o livro é ruim ou algo semelhante, pelo contrário, o livro é emocionante e bem reflexivo. A minha decepção veio do fato de eu ter assistido o seriado antes de ler o livro. 

Em minha opinião, o seriado é bem melhor. Eles souberam conduzir melhor a história e acrescentaram características que prendem o telespectador, diferente do livro. No seriado há mais ação, emoção e humor. A leitura fluiu bem até a metade do livro, pois eu achava que encontraria as cenas do seriado descritas no papel e isso me animava. Depois que eu vi que nada aconteceria, a leitura seguiu arrastada até o fim. 

Minha conclusão é que a obra é bem mais séria em relação ao seriado e isso a torna única, pois Piper encara com seriedade sua experiência e a relata como tal. Como eu disse anteriormente, minha decepção não foi pela obra ser ruim, até porque é um ótimo livro. A decepção veio da expectativa de ver certas cenas descritas pela própria autora e não pela magia da TV. Recomendo a leitura antes de assistir o seriado.



O livro foi publicado pela Editora Intrínseca, em 2014, e foi traduzido por Lourdes Sette e Cláudio Figueiredo. 


Além disso, a obra possui 304 páginas divididas em dezoito capítulos. Não possui prólogo, porém possui nota da autora e epílogo.

A obra possui as páginas amareladas, diagramação comum e letras um tanto quanto pequenas, mas que não interferem na fluência da leitura. A lombada é laranja e faz jus ao título da obra.


A capa é bem bonita: possui os personagens da série produzida pelo Netflix e letras com uma fonte que orna muito bem com a fotografia estampada. Em minha opinião, é mais bonita que a capa original da versão em inglês que não chegou a ser publicada por aqui.





Até a próxima! :)
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