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Entrevista: autor Renato C. Nonato



Olá, pessoal! Tudo certo com vocês?


No post anterior, trouxe para vocês a novidade da parceria do blog com o autor Renato C. Nonato. Caso você não tenha lido, clique aqui.  Hoje eu trago a entrevista realizada com o autor.


1 - Renato nos fale um pouco sobre você.
Renato: Essa é sempre a pergunta mais difícil. Acho que como todo mundo sou um pouco de tudo. Um pouco nerd, um pouco escritor, um pouco leitor, um pouco esportista, um pouco sonhador... E tudo depende do dia!

2 - Conte-nos um pouco sobre seu livro.
R: Terras Metálicas é uma distopia infanto juvenil. Ele se passa num futuro onde devido as guerras é impossível viver na superfície do planeta, por isso as pessoas vivem num mundo artificial embaixo da terra, a Esfera. A questão é que por diversos motivos a Raquel vai descobrir que é impossível continuar vivendo na Esfera, e a partir do dilema de “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come” a história vai se desenvolvendo.


3 - Como foi o processo de criação dos personagens de Terras Metálicas?
R: Eu tentei criar um conjunto que se completasse. Então temos a Raquel que é enérgica e meio inconsequente, temos o Tales que é medroso, o Ângelo que é mais centrado, a Isabela que é mais centrada, e assim por diante.

4 - Existe alguma obra ou autor que você utilizou como inspiração?R: Conforme escrevia o Terras Metálicas tentei deixá-lo diferente de tudo que já havia lido. Acredito ter sido feliz nessa parte pois apesar de algumas comparações a palavra diferente sempre surge quando se fala do Terras Metálicas


5 - De onde veio a ideia da premissa de Terras Metálicas?
R: Na verdade tudo começou com um conto que não deveria ter mais de dez páginas, a respeito de pessoas que viviam embaixo da terra por conta de uma catástrofe nuclear. Porém a história acabou ganhando vida e com a adição de um personagem novo aqui, uma trama nova ali, acabei ficando com um livro de 600 páginas em mãos.


6- Como foi o processo de criação do enredo? Alguma experiência pessoal te inspirou?R: Como disse, a história meio que se auto criou, eu só tive o trabalho de passá-la para o papel. Minhas experiências estão por toda parte, mas uma aula em especial da Academia reproduz muito bem algumas das minhas aulas da faculdade.

7 - Terras Metálicas é o primeiro volume de uma série, certo? Você já tem algum novo projeto em mente? Se sim, já deu início a ele?R: Terras Verdes já está escrito e em negociação. Além dele tenho alguns outros projetos que espero que cheguem em breve para o público.

8 - Você encontrou dificuldades para publicar seu primeiro livro?
R: Infelizmente o mercado editorial brasileiro ainda é muito fechado. As editoras que cedem espaço a nacionais ainda são raras e ainda há um certo preconceito de alguns leitores no que diz respeito a leitura de livros nacionais. Mas claro, é inegável que o cenário vem melhorando, embora ainda tenhamos muitos desafios pela frente.

9 - Você já escreveu algum livro que não conseguiu publicar?
R: Tenhos alguns escritos, muitos por serem impublicáveis (escritor também escreve porcaria viu!), outros porque prefiro fazer algo com qualidade do que com quantidade. O Terras Metálicas está sendo meu livro-experiência.

10 - Qual é a dica que você dá para quem quer ser escritor?
R: Não há muitas opções, tem que ler e escrever. Simples assim. Leia e escreva tudo, afinal não é por que você está fazendo um romance que ele não terá partes de aventura, ou por que você está fazendo um terror que ele não terá uma ponta de drama, quanto maiores forem os seus conhecimentos nos mais diversos gêneros mais fácil será para você escrever sobre o gênero que lhe agrada.

11 - Qual foi a maior dificuldade que enfrentou durante a elaboração, publicação e divulgação do livro?
R: Durante a elaboração foi não deixar que as ideias fossem longe demais (o livro tem 600 páginas mas acredite, poderiam ser muitas mais). Durante a publicação foi encontrar uma editora que abrisse as portas com algo melhor do que a mera impressão. Já para a divulgação o maior problema são os espaços cedidos para os nacionais tanto em livrarias quanto em eventos, isso infelizmente ainda é muito limitado.

12 - Por último, deixe um recado para os leitores do blog Livros e Flores e conte como é passar por essa experiência.
R: Primeiro gostaria de agradecer a todos por terem lido até aqui. O mundo de escritor é algo novo para mim e sinceramente acho que a ficha ainda não caiu, quem saiba ela venha a cair no futuro, não é mesmo?